<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6668840</id><updated>2011-04-21T20:54:56.921+01:00</updated><title type='text'>Manuscritos</title><subtitle type='html'>Espero que gostem...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://asminhashistorias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asminhashistorias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Andreia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6668840.post-108703140065099324</id><published>2004-06-12T10:05:00.002+01:00</published><updated>2004-06-12T10:10:00.650+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Comunicado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que já não publico um capitulo há muito tempo. Era parecer semanal, eu sei. Aguentem mais uma semanita que eu prometo, assim que me despachar da faculdade, escrevo mais um capitulo. Obrigada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6668840-108703140065099324?l=asminhashistorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108703140065099324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108703140065099324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asminhashistorias.blogspot.com/2004_06_12_archive.html#108703140065099324' title=''/><author><name>Andreia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6668840.post-108703125645372858</id><published>2004-06-12T10:05:00.001+01:00</published><updated>2004-06-12T10:07:36.453+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Comunicado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que já não publico um capitulo há muito tempo. 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Era parecer semanal, eu sei. Aguentem mais uma semanita que eu prometo, assim que me despachar da faculdade, escrevo mais um capitulo. Obrigada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6668840-108703122693528202?l=asminhashistorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108703122693528202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108703122693528202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asminhashistorias.blogspot.com/2004_06_12_archive.html#108703122693528202' title=''/><author><name>Andreia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6668840.post-108439624940886385</id><published>2004-05-12T22:08:00.000+01:00</published><updated>2004-05-12T22:10:49.410+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Capitulo QUATRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu estava cinzento, o vento fazia pequenos remoinhos com as folhas secas, caídas das árvores. O frio já tinha chegado e as lareiras já eram acesas. Já se passara um mês e meio desde que Megan tinha vindo para casa dos seus tios. Durante todo esse tempo Megan procurou esquecer James, e agora achava que já o tinha conseguido. Estava na sala a ler, acompanhada pela sua tia, que bordava, e Angélica, que também lia, estava tudo muito calmo, um grande silêncio, que foi interrompido por uma das criadas.&lt;br /&gt;-	Desculpe, senhora... – Esther, levantado a cabeça, respondeu:&lt;br /&gt;-	Sim, Lucy?&lt;br /&gt;-	Posso servir o lanche, senhora?&lt;br /&gt;-	Oh, já é assim tão tarde? – perguntou olhando para o relógio que estava em cima da lareira – Claro, Lucy, traga o lanche, por favor. – disse enquanto arrumava os seus bordados – Estes dias tornam-nos preguiçosas, não é? – Angélica marcou a página do livro e pondo-o no lugar disse:&lt;br /&gt;-	O que nos faz preguiçosas não é o tempo mãe, mas sim a ausência do pai.&lt;br /&gt;-	Angélica, já te pedi para não falares assim do teu pai. Respeita-o, por favor.&lt;br /&gt;-	Como ela a respeita?&lt;br /&gt;-	Filha, por favor. – pediu Esther, pois não lhe agradava a atitude de Angélica para com o seu pai. Angélica ao ver que estava a inquietar a sua mãe parou com a conversa, e o silêncio voltou a instalar-se na sala, até que Lucy interrompeu.&lt;br /&gt;-	Aqui está o lanche, senhora. – disse ao pousar o tabuleiro na pequena mesinha.&lt;br /&gt;-	Obrigada Lucy, podes retirar-te. – chegando-se ao tabuleiro Esther perguntou:&lt;br /&gt;-	Querem que vos sirva?&lt;br /&gt;-	Sim, mãe. Se não se importa.&lt;br /&gt;Depois de servir Angélica voltou a fazer a pergunta a Megan, que olhava constantemente para a janela.&lt;br /&gt;-	Megan..., Megan?&lt;br /&gt;-	Desculpe tia, não a estava a ouvir.&lt;br /&gt;-	Queres que te sirva?&lt;br /&gt;-	Não é preciso, não tenho fome.&lt;br /&gt;-	Mas tu não comeste praticamente nada ao almoço. Tens de te alimentar.&lt;br /&gt;-	Obrigado tia, mas não. – fechou o livro e levantou-se – Se me dão licença, eu vou descansar um pouco.&lt;br /&gt;-	Claro, querida. – antes de sair da sala, Megan deu um beijo na face a Esther – Estou preocupada com a Megan, desta vez anda muito calada. – disse Esther depois de Megan ter saído da sala.&lt;br /&gt;-	E eu que o diga, nunca quer fazer nada. Fica sempre sentada á janela com o livro aberto. Livro que nem lê. – Esther olhou admirada para Angélica – Sim, é verdade. Então num mês e meio não conseguia ler um livro? Ela nem marca página! – mais preocupada Esther perguntou:&lt;br /&gt;-	O que é que a estará a inquietar?&lt;br /&gt;Rapidamente a sua preocupação desapareceu. Ao ouvir o barulho de um carruagem, Esther levantou-se, dirigiu-se á janela e disse para Angélica, com um sorriso nos lábios:&lt;br /&gt;-	Olha o teu pai já chegou. E o Vincent vêm com ele.&lt;br /&gt;-	Acabou-se o sossego... – disse Angélica para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Começava a anoitecer, o jantar era servido na casa dos Harrisson. Gerald Harrisson estava sentado na esteira da mesa, do seu lado esquerdo estavam sentada Esther e Angélica; do lado direito estava Vincent e Megan. Vincent Harrisson era o filho primogénito de Esther e Harrisson. Apesar de ter uma beleza radiante, como a sua mãe, o seu carácter era totalmente o oposto; tal como o seu pai era muito racista e agressivo. Ambicioso, andava sempre com o pai, para mais tarde herdar as propriedades da família, e para aumentar ainda mais o património dos Harrisson, para que mais tarde pudesse, tal como dizia o seu pai, «mandar em toda a Virgínia Ocidental e mostrar aos pretos o seu verdadeiro lugar».&lt;br /&gt;-	Como é que estão as meninas e a Catherine? – perguntou Esther, tentando ter noticias da nora e das netas, pois sabia que certamente viviam a mesma vida de medo e agressão.&lt;br /&gt;-	Estão bem, minha mãe. – disse Vincent ao limpar a boca e pôr o guardanapo em cima da mesa. – Há alguma razão para não estarem bem? Têm uma casa confortável, escravos a servi-las, comida, roupa,... Penso que não motivo para não estarem bem.&lt;br /&gt;-	Sim, é claro, meu filho.&lt;br /&gt;-	Sim, agora devem estar muito bem. – disse Angélica com um certo sarcasmo.&lt;br /&gt;-	O que queres dizer com isso? – perguntou Vincent fintando-a. &lt;br /&gt;-	O que achas?&lt;br /&gt;-	Olha, minha...&lt;br /&gt;-	Lucy... – interrompeu Gerald – Podes levantar o prato da menina Angélica. Ela já acabou.&lt;br /&gt;-	Não acabei nada.&lt;br /&gt;-	Acabaste sim. E vais já para o teu quarto.&lt;br /&gt;-	Não, não vou. – Gerald, com uma calma tenebrosa, arrumou os talheres, limpou a boca, colocou o guardanapo em cima da mesa, fez sinal a Lucy para levantar o seu prato, e levantou-se.&lt;br /&gt;-	Gerald, por favor. – pediu Esther agarrando-lhe o pulso e fazendo-lhe sinal de que Megan estava presente. Gerald olhou para o mão no seu pulso, o que fez que Esther a retirasse de imediato. Gerald sorriu e olhou para Megan.&lt;br /&gt;-	A nossa querida sobrinha sabe que eu não gosto de falta de educação. E o que me parece é que a minha querida esposa, falhou nessa parte quando educou a nossa filha. – disse enquanto punha as mãos nos ombros e Esther e fazia uma pequena, mas dolorosa, pressão. – Por isso, para além dos negócios, também vou ter que me ocupar em educar a minha filha. – soltou Esther e agarrou no braço de Angélica.&lt;br /&gt;-	Largue-me... – disse Angélica entredentes, tentando soltar-se, enquanto Gerald levantava-a do lugar. – Já disse que ainda não acabei. Largue-me!&lt;br /&gt;-	Vincent vai preparando o nosso brandy. Eu desço já, são só dez minutos. Vou ajudar a Angélica a deitar-se.&lt;br /&gt;Sem largar o braço, Gerald levou Angélica para fora da sala-de-jantar. Megan ouviu a prima a debater-se, para se soltar, enquanto o seu pai puxava para a o andar de cima. Durante alguns minutos, ouviu-se alguns gritos. Megan tinha a certeza que eram de Angélica e que certamente o seu tio estaria a bater-lhe com o cinto. A sala-de-jantar estava silenciosa, Ester não levantava os olhos do prato, Lucy estava encostada á parede e tremia a cada grito de Angélica, Megan estava aterrorizada, não sabia o que haveria de fazer, Vincent estava muito descontraído como se nada se passasse, até que levantou-se.&lt;br /&gt;-	Bem, se me dão licença eu vou para o escritório preparar o brandy, minha mãe, prima. – disse respeitosamente, o que deixou Megan ainda mais transtornada com a situação. &lt;br /&gt;Passados alguns minutos Gerald surgiu na sala-de-jantar como se nada se tivesse sucedido, desejou uma boa noite a Esther e Megan, e retirou-se para o escritório. Logo a seguir Esther retirou-se também justificando-se com o cansaço e Megan seguiu o exemplo da tia. Ao passar pela porta do quarto da Angélica, Megan ouviu o choro abafado da prima, o que a fez encolher de medo. Sabia que o seu tio era um pouco violento e que não era o melhor dos maridos, mas nunca imaginou que a sua tia vivesse aquele terror, e passou a admirar a coragem da prima em confrontar o pai. O episódio dessa noite nunca foi comentado, logo no dia a seguir tudo decorreu normalmente, á excepção de Angélica que não saíra do quarto o dia todo. A sua tia justificou a ausência de Angélica como o principio de uma gripe. Alguns dias depois, Gerald e Vincent partiram para mais uma viagem de negócios. Megan reparou que realmente com a partida dos dois a preguiça e o sossego tinham voltado.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6668840-108439624940886385?l=asminhashistorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108439624940886385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108439624940886385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asminhashistorias.blogspot.com/2004_05_12_archive.html#108439624940886385' title=''/><author><name>Andreia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6668840.post-108202581522907567</id><published>2004-04-15T11:34:00.000+01:00</published><updated>2004-04-15T11:47:32.606+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Capitulo TRÊS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já começava-se a sentir os últimos dias de Verão em Charleston, as folhas começavam a secar e a ganhar uma tonalidade amarela, o vento era um pouco mais fresco e os dias cinzentos. James ainda estava na casa dos Wallace, como não tinha para onde ir o Sr. Wallace ofereceu-lhe um trabalho ( ajudava Anthony a controlar as plantações). Já estava na herdade há quase dois meses e já era tratado como um membro da família. Entre si e Megan tinha-se desenvolvido uma grande amizade e cumplicidade, quase natural, Megan via-o como um irmão, mais do que um irmão, via-o como o seu melhor amigo.&lt;br /&gt;Naquela altura a herdade dos Wallace entrava em festa, não por causa do fim da estação, mas sim devido ao aniversário da pequena Jodie, que ia fazer onze anos. Apesar de ainda não ser a altura para Jodie ser apresentada á sociedade, os preparativos para as festas davam sempre muitas dores de cabeça a todos os membros da casa (principalmente ás mulheres), pois o velho Wallace fazia sempre questão de realizar grandes festas de anos aos netos, e por isso convidada todos os conhecidos da família...&lt;br /&gt;-Tia pode ajudar-me? – perguntou Jodie a Megan ao entrar no quarto da tia com dois vestidos, um em cada mão.&lt;br /&gt;-Posso tentar...&lt;br /&gt;-Não sei qual dos dois devo vestir: o azul-claro, que condiz com os meus olhos; ou o rosa, que condiz com o meu tom de pele. – disse Jodie muito inquieta, sem parar de olhar para os dois vestidos.&lt;br /&gt;-O azul... Mas qual é a razão de tamanha preocupação para uma menina de onze anos acabados de fazer? – perguntando Megan já suspeitando qual seria a resposta.&lt;br /&gt;-É que... o Lawrence Nicholson... – e sem acabar a resposta correu para o seu quarto, pois sentiu os primeiros convidados tinham chegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa estava a ser um sucesso: a tarde estava agradável, assim como a comida e as crianças estavam a divertir-se, assim como os adultos. As honras da casa eram feitas pelo Sr. Wallace e Megan, que de braço dado com o pai recebia (com a sua simpatia natural) os convidados, esses comentavam entre si e ao mesmo tempo davam os parabéns ao anfitrião pela linda e simpática filha, que nessa noite usava um lindo vestido rosa que realçava os seus frágeis ombros. James também estava a fazer furor entre as jovens, devido à sua graça e aparência, a meio da festa já tinha sido “esgotado” com os convites para o baile que ia realizar-se à noite, depois das crianças se deitarem.&lt;br /&gt;-Espero que me guardes uma dança. – disse Megan a James, com um ar de troça, depois dele ter recebido mais um convite para o baile.&lt;br /&gt;-Se não estiveres a receber ninguém será um prazer. – disse James fazendo a sua famosa vénia.&lt;br /&gt;-Penso que já chegaram praticamente todos os convidados, acho que só falta a minha tia Esther.&lt;br /&gt;-Mais uma tia para eu conhecer. Que maravilhoso...&lt;br /&gt;-Está descansado que a tia Esther não é como as minhas outras tias, que fazem um interrogatório a alguém que acabam de conhecer.&lt;br /&gt;-E filhas...? – perguntou James receoso, pois estava traumatizado com o assédio que recebera nessa tarde. – Também têm pressa para casar?&lt;br /&gt;-Só tem uma filha, mas não te preocupes que a Angélica não tem pressa para casar ( para desgosto do tio Gerald).&lt;br /&gt;-O que é que tem a Angélica? – perguntou uma voz atrás de Megan.&lt;br /&gt;-Angélica! – disse Megan surpresa e abraçando de imediato a prima.&lt;br /&gt;Angélica era a filha mais nova dos Harrisson, um tanto ou quanto rebelde. Apesar de ser bastante cobiçada pelos os homens de Charleston e arredores (devido á sua beleza, tinha uns lindos e grandes olhos verdes e um cabelo castanho meio ruivo) recusava-se a casar, travando assim uma luta infinita com o seu pai.&lt;br /&gt;-James está é a Angélica, minha prima. Angélica este é o James, está cá hospedado, é amigo de Chris.&lt;br /&gt;-Bem então se é amigo de Chris também é meu amigo. Muito prazer Sr. James, espero que goste de Charleston. – disse Angélica gentilmente.&lt;br /&gt;-O prazer é todo meu miss Angélica. – disse James. – Com licença, o Sr. Wallace está a chamar-me.&lt;br /&gt;-Simpático. – disse Angélica depois de James afastar-se. – Nunca o tinha visto!&lt;br /&gt;-Ele é de Savannah, mas tem os ideais do Norte.&lt;br /&gt;-Estou a entender, um rebelde. Aposto que foi expulso pelo pai.&lt;br /&gt;-Sim... – disse Megan, dando um toque no braço de Angélica. – É como uma pessoa que eu conheço. – Angélica percebendo que a prima estava a referir-se a ela sorriu e disse:&lt;br /&gt;-Sim, a mim também.&lt;br /&gt;-Ouvi dizer que recusaste mais um pretendente?&lt;br /&gt;-As notícias correm depressa! – disse Angélica. – Sim, é verdade. Agora era um de descendência inglesa, que possuía não-sei-quantas  propriedades na Inglaterra e no Sul (ainda por cima).&lt;br /&gt;-O que é que não te agradou desta vez?&lt;br /&gt;-Ter sido escolhido pelo o meu pai. Porque se queres saber a verdade a aparência era bastante agradável, mas eu já disse ao meu pai que o homem com quem eu casar será escolhido por mim.&lt;br /&gt;-Tu adoras contrariar o tio Gerald, não é verdade?&lt;br /&gt;-Eu não faço de propósito... – disse Angélica. – Olha os Farrow chegaram! Tu não devias estar a recebê-los? – Megan de repente lembrou-se da sua tarefa e correu para junto do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O baile já tinha começado... Enquanto James mal parava de dançar com as raparigas que o tinha “reservado” para uma dança, Megan “matava” as saudades com a sua tia Esther.&lt;br /&gt;-A festa está muito bonita. – disse Esther.&lt;br /&gt;Esther Harrisson era a única tia, da parte da mãe, que Megan tinha. Esther não era uma mulher feliz, como a sua irmã mais velha, tinha casado com um homem escolhido pelo seu pai, mas ao contrário de Laura, que tinha casado com um homem que sempre a respeitou e amou, Esther estava casada com um homem violento e racista, que apenas pensava no poder. Era uma mulher bastante calma e gentil, com uma aparência serena devido aos seus lindos olhos verdes e cabelos castanho.&lt;br /&gt;-O Sr. Scott parece muito atarefado. – disse Esther ao ver James a começar a dançar com outra rapariga.&lt;br /&gt;-Sim, só espero que não se esqueça de mim.&lt;br /&gt;-Já não te via à muito tempo... – disse Esther passando a mão pelos cabelos de Megan. – Porque é que não vens passar uns dias na nossa casa? Seria uma óptima ideia não achas?&lt;br /&gt;-Não sei, tia... Sim, se calhar até não é má ideia. Quando é que vai embora?&lt;br /&gt;-Amanhã a seguir ao almoço.&lt;br /&gt;-A menina dança? – perguntou James que tinha acabado de chegar. Megan, satisfeita e ansiosa pelo convite, levantou-se num salto e disse:&lt;br /&gt;-Será um prazer! Amanhã dou-lhe a resposta, tia. Com licença.&lt;br /&gt;-Que resposta? – perguntou James, quando começaram a dançar.&lt;br /&gt;-Foi a minha tia que me convidou para ir passar uns dias na casa dela.&lt;br /&gt;-E tu vais? – perguntou James um pouco mais sério.&lt;br /&gt;-Não sei. Porquê não queres que eu vá?&lt;br /&gt;-Não! Quer dizer... não sei... acho que não consigo imaginar esta casa sem ti. – disse ainda mais sério, olhando fixamente para Megan, o que fez com que ela sentisse um arrepio e desviasse o olhar.&lt;br /&gt;Houve um silêncio entre os dois que só foi quebrado por James, quando ele, continuando a olhar Megan com o mesmo olhar sério mas meigo, disse:&lt;br /&gt;-Não sei de já te disse, mas estás linda, mas do que nos outros dias. – Megan desviou o olhar e corou, mas voltou a olhar para James.&lt;br /&gt;-Tu também...&lt;br /&gt;Continuaram a olhar um para o outro, sem notar que a dança acabara, até que foram interrompidos por uma jovem.&lt;br /&gt;-Deixas-me dançar com o Sr. Scott, Megan? – vendo a hesitação de Megan e James a rapariga disse. – Não sejas egoísta Megan, tu já tens o teu noivo, o Matthew Russel!&lt;br /&gt;Nesse instante a atmosfera que existia entre eles quebrou-se, o olhar de James mostrou-se confuso e o de Megan desesperado, incapaz de fintar o de James que procurava uma resposta que desmentisse tudo. Vendo que não havia nada a explicar James largou Megan com desprezo e virou-se para a jovem.&lt;br /&gt;-Será um prazer.&lt;br /&gt;Nessa noite Megan não voltou a ter oportunidade de falar com James, ele evitara-a em todas as ocasiões possíveis. Não entendendo porquê, Megan sentia que tinha traído James.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte Megan levantou-se muito cedo, ainda só se ouvia os empregados a arrumarem a casa e a saírem para o campo. Vestiu-se o mais rápido que conseguiu. Queria falar com James, antes deste ir para o campo. Ao sair do seu quarto, Megan dirigiu-se logo ao quarto de James (que também se situava na ala Este da casa). Depois de bater e como ninguém lhe respondeu, Megan entrou e viu que James já tinha saído, desceu então para perguntar por ele.&lt;br /&gt;-O James já saiu para o campo, Hannah? – surpreendida por Megan estar de pé tão cedo, Hannah perguntou:&lt;br /&gt;-Mas o que é que a menina quer ao Sr. Scott a esta hora?&lt;br /&gt;-Hannah não faças perguntas. – disse Megan já impaciente – O James já saiu? – vendo a impaciência de Megan, Hannah respondeu:&lt;br /&gt;-Sim... – teve de se apressar a dizer o resto pois Megan já tinha corrido para a porta – Mas ele não foi para o campo. – Megan parou e receou ouvir o resto – O seu pai convidou-o para o almoço. – Megan respirou de alívio, por breves momentos pensou que ele tinha ido embora. Querendo saber onde James estava Megan olhou impacientemente para Hannah, que respondeu rapidamente – Está no lago... – Megan apercebeu-se que Hannah tinha dito alguma coisa enquanto saía de casa a correr, mas não se preocupou nem abrandou, apenas queria chegar ao lago o mais rápido possível.&lt;br /&gt;Quando chegou ao lago, Megan encontrou James sentado junto a uma árvore atirar pedras á água. Estava muito pensativo e só notou a presença de Megan quando ela chegou ao pé de si..., desprezando-a, James perguntou-lhe:&lt;br /&gt;-Que quer?&lt;br /&gt;-Quer?! – perguntou Megan espantada por James a tratar por você.&lt;br /&gt;-Sim, quer! Não está á espera que eu a trate por tu, você está comprometida..., ou já se esqueceu? – disse com um ar cínico.&lt;br /&gt;-Tu não tens razão para estares chateado comigo, James Scott! – disse Megan com um tom de voz um pouco mais alto, fintando James.&lt;br /&gt;-Por que não me o disseste?&lt;br /&gt;-E porque é que eu haveria de ter a obrigação de o dizer?&lt;br /&gt;-Tens razão. Eu fui um parvo em pensar que... – James voltou a olhar para o lago, pensativo.&lt;br /&gt;-Em pensar o quê, James? – perguntou Megan, ansiosa por uma resposta. James olhou para ela e sorriu, depois levantou-se e deu uns passos para junto do lago. Megan seguiu-o, á espera de uma resposta. Agarrou-lhe o braço e virou-o para si – O quê, James? O quê? – James olhou-a com ternura, acariciou-lhe o rosto e disse:&lt;br /&gt;-Como és linda, Megan. – depois largou-a, ao pensamento voltou-lhe a triste verdade de que ela já estava comprometida com outro homem – Não devo. – os olhos de Megan encheram-se de lágrimas, de repente foi invadida pelo desespero.&lt;br /&gt;-Porquê?! Mas porquê?...&lt;br /&gt;-Eu vou-me embora, Megan. – disse James. Megan, ao ouvi-lo, secou as lágrimas.&lt;br /&gt;-Não, não podes ir.&lt;br /&gt;-É a única solução, é o melhor. – disse James muito sensato.&lt;br /&gt;-Não, tu não tens para onde ir. Não seria justo. Eu é que me vou embora.&lt;br /&gt;-Para onde?&lt;br /&gt;-Para a casa da tia Esther, esta tarde, e só volto em Novembro, no aniversário do meu pai...&lt;br /&gt;-Não sei Megan.&lt;br /&gt;-Sim, James. Se tu fores embora por minha causa eu nunca me vou perdoar. Por favor James, fica. – James sorriu, sabia que Megan tinha razão, mas também sabia que não seria fácil esquecê-la.&lt;br /&gt;-Está bem, eu fico. – disse por fim – Vamos? A Hannah já deve estar á nossa espera. – voltaram os dois juntos, mas em silêncio.&lt;br /&gt;Ao almoço, Megan comunicou a todos que tinha aceite o convite da tia Esther, e que só voltaria em Novembro. Esta noticia deixou o Sr. Wallace um pouco triste. Megan partiu logo a seguir ao almoço, durante toda a viagem foi pensativa, só pedia a Deus para esquecer James. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6668840-108202581522907567?l=asminhashistorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108202581522907567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108202581522907567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asminhashistorias.blogspot.com/2004_04_15_archive.html#108202581522907567' title=''/><author><name>Andreia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6668840.post-108136988567562930</id><published>2004-04-07T21:27:00.000+01:00</published><updated>2004-04-07T21:35:12.653+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Capitulo DOIS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era madrugada, toda a família e empregados da herdade estavam recolhidos nos seus quartos à várias horas, quando ouviu-se um grande rebuliço: os cães a ladrar ferozmente; os empregados a saírem dos seus quartos ainda meio ensonados mas, ao mesmo tempo, intrigados; assim como Anthony e o Sr. Wallace que vieram ver o que se passava.&lt;br /&gt;Megan, que tinha acordado com aquele rebuliço, levantou-se num salto e dirigiu-se no mesmo instante para a janela do seu quarto. Tinha sorte, pois tudo estava a passar-se na parte detrás da mansão, que era para onde dava a sua janela. Pela primeira vez, Megan estava satisfeita por ter o seu quarto na ala Este da mansão ( como ainda não tinha casado, Megan dormia na “ala das crianças”, como ela lhe chamava, pois ali já só dormiam os seus sobrinhos, enquanto Anthony e Emily dormiam na ala Oeste, como o seu pai), pois era o melhor sitio para assistir a tudo. Apesar de se esticar o máximo possível para ver o que acontecia, Megan só conseguia ver o grande grupo de empregados da herdade, o seu pai e o irmão, e também a velha Hannah, que andava de um lado para o outro de camisa de dormir e touca branca ( um cenário que obrigou Megan a pôr a mão na boca para não acordar o resto da família com as sua gargalhadas).&lt;br /&gt;Passada meia hora tudo voltou ao normal: os empregados voltaram para os seus quartos, como o Sr. Wallace e Anthony. Apesar de ter tudo voltado ao normal, Megan continuava acordada junto à sua janela e estava cada vez mais desperta, pois percebeu que a causa do rebuliço tinha sido um homem ou mulher, que estava no celeiro naquele momento, certamente a dormir, calculou. Dominada pela curiosidade, Megan esperou que Hannah se deitasse, para depois descer e através da cozinha ( pois era o caminho mais perto ) chegar ao celeiro. Enquanto descia as escadas, Megan sentia o seu coração a bater com rapidez, apesar de tentar mentalizar-se de que se alguém a visse na cozinha podia dizer sem problemas que estava com sede ou fome, não conseguia parar de se sentir nervosa e ansiosa ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Ao chegar à cozinha, Megan contornou-a apoiada à mesa, que se encontrava no centro ( onde Hannah preparava as deliciosas refeições), muito devagar para não cair, pois a cozinha estava praticamente escura, só estava iluminada pelo o luar que entrava pela janela da cozinha e pela janela da porta que dava para a rua. Ao chegar ao pé da porta, Megan viu uma sombra à sua frente, só que do lado de fora. Rapidamente concluiu que era a pessoa que “procurava”, e também concluiu, com a mesma rapidez, que era um homem.&lt;br /&gt;Enquanto a sombra aproximava-se, Megan encostou-se à parede, num lado completamente escuro. Ao entrar na cozinha o homem dirigiu-se à bancada onde se encontrava um jarro com água e alguma comida, passando por Megan sem notar a sua presença. Apesar de não estar praticamente a respirar ( para não ser descoberta), o homem notou a presença de Megan quando acendeu um fósforo para acender uma vela. Quando a viu o seu momento instintivo foi ir à cintura buscar a arma que o Sr. Wallace tinha lhe tirado como medida de segurança ( tinham sido estas as palavras utilizadas), mas depressa concluiu que era uma mulher, que já o fazia rir, pois Megan ao ver aquele movimento brusco e a cara do homem, ficou pálida, com os olhos bem abertos e quase a trepar pela parede.&lt;br /&gt;-	Tenha calma miss, pois eu é que devia estar agora a morrer de susto.&lt;br /&gt;-	Você? – perguntou num tom um pouco alto e espantada com o à vontade e falta de educação daquele homem, que Megan já não o considerava, pois o suposto homem era um jovem de vinte e poucos anos, mais alto que ela     (mas não tanto como o seu pai e irmão), de cabelo loiro um pouco despenteado e a precisar de um corte, com um barba loira como o cabelo, que mesmo assim não lhe dava um ar velho, e de olhos esverdeados.&lt;br /&gt;Com um gesto para Megan ter calma e ainda com um sorriso de satisfação estampado na cara, o rapaz disse-lhe quase a sussurrar:&lt;br /&gt;-	Fale baixo... – vendo que Megan ficara confusa sem perceber a razão porque tinha de falar baixo continuou. – Decerto que não quer que ninguém saiba que está aqui.&lt;br /&gt;-	Porque é que diz isso com tanta certeza? – perguntou Megan tentando não mostrar o seu nervosismo.&lt;br /&gt;-	Se não estivesse preocupada que a descobrissem aqui, teria dado sinal da sua presença quando entrei. É mentira miss...? Ou melhor... – disse enquanto pegava numa maçã e começou a descascá-la. - ... estava com medo que eu lhe pudesse... – cortando um bocado da maçã e comendo-o, levantou a faca que estava a utilizar, até á altura dos olhos e olhando para a sua lâmina disse. - ...magoar? – desviou o olhar da lâmina e encontrou os de Megan que estavam quase em estado de choque, e deu um ar de riso com o estado de Megan. Sentindo-se assustada, revoltada e com um grande ódio por aquele rapaz que a fazia sentir assim, Megan dirigiu-se rapidamente para a porta da cozinha que dava acesso ao resto da mansão (com o objectivo de para o seu quarto), mas foi impedida pelo o braço dele, que estava junto à ombreira da porta.&lt;br /&gt;-	Espere! – disse ele, mas ao ver Megan não deixava de olhar para a faca que estava na mão do braço que lhe impedia a passagem, pegou na faca e colocou-a na bancada e continuou. – Ainda não me disse o seu nome.&lt;br /&gt;-	E se eu não lho disser? Vai forçar-me? – perguntou Megan tentando fazendo frente, mas a sua coragem rapidamente desapareceu, quando o rapaz voltou a pegar na faca e disse:&lt;br /&gt;-	Talvez... – nesse momento, Megan, farta e aterrorizada com o abuso dele, perguntou firmemente:&lt;br /&gt;-	Você sabe com quem está a falar? – com um ar ingénuo o rapaz perguntou:&lt;br /&gt;-	Não..., com quem? – Megan num só fôlego disse:&lt;br /&gt;-	Com Megan Wallace, a filha do dono desta casa!&lt;br /&gt;-	Ah! Afinal não foi preciso usar a força. – Megan revoltada por ter sido “apanhada” e com o ar de satisfação do rapaz, empurrou-lhe o braço para passar e só parou de correr quando chegou ao seu quarto e fechou a porta atrás de si. Estava chateada consigo mesma e intrigada com aquela nova presença na sua casa.&lt;br /&gt;Já estava a amanhecer quando adormeceu, até aí sentir o rapaz a sair da cozinha e a fazer algumas festas aos seus cães, até isso revoltava-a, pois não conseguia entender como é que os seu cães podiam gostar de alguém que ele achara rude, primitivo e mal-educado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-	Então menina, não acorda? – perguntou Hannah enquanto abria as cortinas do quarto de Megan e esta enterrava a cabeça pela a almofada a dentro para não ser incomodada pela brilhante luz do dia. – Isto não é normal vindo de si... Não me diga que está doente?! – perguntou Hannah intrigada com a preguiça de Megan.&lt;br /&gt;Megan levantou a cabeça o máximo que pode, enquanto Hannah pôs-lhe a mão na teste ( para ver se ela tinha febre), e disse:&lt;br /&gt;-	Não Hannah, eu não estou doente, apenas tenho sono. – e voltou a enterrar a cabeça na almofada.&lt;br /&gt;-	Vá menina, levante-se que o almoço está pronto daqui a uma hora... Ah, e o seu pai tem uma surpresa – disse Hannah.&lt;br /&gt;-	Eu detesto surpresas... – resmungou Megan.&lt;br /&gt;-	Desde quando, menina?&lt;br /&gt;-	Desde sempre... – Hannah ao retirar-se do quarto disse gracejando:&lt;br /&gt;-	Ah! Estou a ver que a menina hoje está bem humorada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passada meia hora, Megan já estava em frente à mansão a brincar com os seus sobrinhos e cães, até que avistou o Sr. Wallace.&lt;br /&gt;-	Pai, pai... – gritava enquanto corria até ele com o objectivo de saber notícias sobre o hóspede. Via que o velho Wallace estava acompanhado por um jovem, mas não o reconhecia, só quando parou ao pé deles é que viu que o jovem era o mesmo dessa noite, só que agora apresentava-se com um ar mais cuidado e arrumado, já não tinha a barba, o cabelo estava penteado e os olhos esverdeados pareciam mais brilhantes.&lt;br /&gt;Megan atrapalhada e quase em conseguir fintar o jovem que a olhava com o sorriso que ela já conhecia, agarrou-se ao braço do pai.&lt;br /&gt;-	Bom dia querida! Ainda não te tinha visto hoje...&lt;br /&gt;-	Sim, eu hoje decide ficar na cama mais um pouco.&lt;br /&gt;-	Então ainda não conheces o Sr. Scott. – Megan tentando mostrar-se surpreendida acenou um pequeno não com a cabeça e disse:&lt;br /&gt;-	Muito prazer, Sr. Scott.&lt;br /&gt;-	Está a minha única filha, é a Megan. – disse o Sr. Wallace orgulhoso como sempre.&lt;br /&gt;-	Já tive o prazer de a conhecer. – Megan sentiu-se perdida e o Sr. Wallace intrigado. – Conhecemo-nos esta madrugada enquanto eu entrava na cozinha e a Megan saía para o seu quarto. É obvio que não me deve reconhecer, pois estava escuro e eu estava um pouco diferente. Lembra-se Megan...? – esta disfarçando e com um pequeno sorriso forçado disse:&lt;br /&gt;-	Sim, é verdade. Está um pouco diferente, Sr. Scott.&lt;br /&gt;-	James, por favor. Trate-me por James. Não sou muito mais velho que você.&lt;br /&gt;-	Bem... Então como já se conhecem vamos almoçar. – Megan seguiu o seu pai, assim como James.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante todo o almoço Megan pouco falou, sentia-se pouco à vontade com a presença de Scott, que lhe era indesejável e também porque foi James Scott que falou grande parte do almoço, o que deixava-a com menos vontade de falar.&lt;br /&gt;Megan ainda não conseguia perceber a presença de Scott na sua casa. Porque é que tinha sido tão bem recebido, como se fosse um velho amigo da família, se nunca tinha ouvido falar dele. Apenas tinha notado pelo sotaque que era do Sul, o que ainda a confundiu mais.&lt;br /&gt;Depois do almoço o Sr. Wallace, Anthony e o Sr. Scott foram para a sala de estar tomar o brandy da praxe e conversar, Megan foi ter com Hannah à cozinha.&lt;br /&gt;-	Então menina, ainda está com essa cara? Deve ser a única que o Sr. Scott não conseguiu pôr a rir. – ao lembrar-se das histórias e piadas que James contara começou a rir. Megan continuava a não perceber a graça que todos tinham encontrado em Scott e disse com algum desprezo:&lt;br /&gt;-	Ele não tem assim tanta piada, é mas é um grandíssimo pedante.&lt;br /&gt;-	Obrigado pelos elogios miss... Megan. – disse Scott que entrara naquele momento na cozinha, e como sempre com um sorriso na cara.&lt;br /&gt;-	Devia ter manifestado a sua presença! – disse Megan um pouco atrapalhada.&lt;br /&gt;-	Pensava que era hábito nesta casa! &lt;br /&gt;Hannah que não estava a perceber nada da conversa perguntou:&lt;br /&gt;-	De que hábito é que está a falar Sr. Scott? – quando James ia a responder foi interrompido por Megan.&lt;br /&gt;-	De nada Hannah! O Sr. Scott não está a falar de hábito nenhum. Não é verdade Sr. Scott? – perguntou Megan fintando-o.&lt;br /&gt;-	Sim é verdade. A miss Megan tem razão. Eu não me exprimi bem, peço desculpa. – disse sorrindo e fintando também Megan. – Bem, mas não foi por essa razão que vim até aqui. Hannah, o Sr. Wallace pediu-me que a chamasse. Vamos...?&lt;br /&gt;-	Sim, vou já Sr. Scott.&lt;br /&gt;-	Então com licença, minhas senhoras... – disse fazendo uma vénia. – este vosso servo retira-se.&lt;br /&gt;Quando Scott saiu Hannah começou a rir e disse:&lt;br /&gt;-	E diz a menina que o Sr. Scott não tem graça... – achando que convencer Hannah do contrário era um caso perdido, Megan disse:&lt;br /&gt;-	Hannah vou para o lago...&lt;br /&gt;-	Sim menina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lago da herdade era o local preferido de Megan... Adorava visitá-lo à tarde pois era a altura do dia em que o Sol batia na água e fazia-a parecer um espelho. As árvores que existiam á volta permitiam passar uma bela tarde de Verão junto do lago, e era o que Megan fazia sempre que podia. Sentava-se num dos bancos de jardim que o seu pai mandara pôr à volta do lago e passava tardes sozinha a ouvir apenas o barulho das pequenas rãs a saltar para a água, do vento entre as ramagens das árvores,... Era um local apenas visitado pelos restantes membros da família nos grandes dias de calor, por isso tornava-se calmo e relaxante, o que lhe transmitia bastante harmonia e fazia Megan esquecer os problemas que apoquentavam-na. Mas a sua harmonia rapidamente desapareceu com a presença do novo hóspede.&lt;br /&gt;-	Posso? – perguntou Scott gentilmente para não assustar Megan, que parecia estar a sonhar acordada.&lt;br /&gt;-	O que é que está aqui a fazer? – perguntou Megan com ar de reprovação, pois Scott já tinha sentado antes de ouvir a resposta de Megan.&lt;br /&gt;-	O seu pai foi descansar e o seu irmão foi à cidade tratar de negócios. Como não tinha nada para fazer decidi dar uma volta pela herdade. E vejam só quem encontrei! O membro mais simpático da família! &lt;br /&gt;Megan sem vontade de ouvir e aturar as graças de Scott levantou-se, só que foi interrompida por ele que segurou-lhe o braço e disse com um ar mais sério:&lt;br /&gt;-	Espere Megan! – fazendo-a sentar outra vez continuou. – Penso que não começamos da melhor maneira. Sei que lhe devo um pedido de desculpas e sei também, que tenho a mania que faço todos rir. Por favor não fique a pensar que sou um rapaz do Sul sem maneiras...&lt;br /&gt;-	Eu é que lhe devo um pedido de desculpas, Sr. Scott. – disse Megan, agora mais calma.&lt;br /&gt;-	Há outra coisa que lhe quero pedir. Duas, aliás. Primeiro trate-me por James ( já lho tinha dito). Segundo, não é a minha intenção ofendê-la, mas não me trate por você.&lt;br /&gt;-	Então como? Por tu?&lt;br /&gt;-	Sim. É que eu acho que não faz qualquer sentido, nós tendo quase a mesma idade, tratarmo-nos por você.&lt;br /&gt;-	É uma questão de respeito. – disse Megan não entendendo onde Scott queria chegar.&lt;br /&gt;-	Não tem nada a ver com respeito. O respeito não está em tratar alguém por você ou por tu, está sim no tom em que se fala. Por exemplo, ontem tratamo-nos por você e não estávamos propriamente a ser educados um para o outro. – com aquele exemplo Megan soltou uma gargalhada, Scott tinha razão.&lt;br /&gt;-	Tem razão, Sr. Scott. – disse, mas ao ver a cara de reprovação de Scott corrigiu-se. – Desculpa, James.&lt;br /&gt;-	Assim até pareces mais simpática! – com a resposta de James, Megan não se conteve e desatou a rir. James também, mais aliviado por ter conseguido desanuviar o clima.&lt;br /&gt;Nessa tarde Megan ficou a conhecer melhor James, soube que ele era do Sul, de Savannah ( cidade do Estado de Geórgia), e como defendia a causa do Norte fora expulso de casa pelo seu pai. Quando começou a guerra alistou-se no exército do Norte e defendeu a sua causa até ver o seu irmão a morrer, no campo de batalha, a lutar pelo Sul. Depois da morte do seu irmão, James conseguiu licença para se retirar do exército e começou vaguear até chegar à herdade dos Wallace.&lt;br /&gt;-	James... Ainda há uma coisa que eu não entendo.&lt;br /&gt;-	O quê?&lt;br /&gt;-	Porque é que o meu pai recebeu-te?&lt;br /&gt;-	Ah sim, é verdade. Eu conheci o teu irmão... – espantada e ansiosa Megan perguntou:&lt;br /&gt;-	O Chris?&lt;br /&gt;-	Sim, conheci-o à cerca de seis meses, no campo de batalha. Depois do que aconteceu com o meu irmão, como não tinha para onde ir, ele disse-me que se eu precisasse podia vir para aqui, o tempo que fosse preciso. Eu não toquei no assunto porque o teu pai pediu-me para não falar da guerra em casa...&lt;br /&gt;Feliz por ter ao seu lado alguém que tinha estado como o seu irmão à menos de três anos, Megan “obrigou” James a contar-lhe como é que ele estava.&lt;br /&gt;-	Está bem eu conto, mas só se me largares o braço! É que estás a magoar-me...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6668840-108136988567562930?l=asminhashistorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108136988567562930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108136988567562930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asminhashistorias.blogspot.com/2004_04_07_archive.html#108136988567562930' title=''/><author><name>Andreia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6668840.post-108076638219546432</id><published>2004-03-31T21:49:00.000+01:00</published><updated>2004-03-31T21:58:14.186+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Capítulo UM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordada pela luz do sol que entrava pelas pequenas aberturas das cortinas, Megan senta-se na cama encostada ás almofadas, pois já sabia que Hannah estava prestes a entrar no quarto com o pequeno-almoço. Ouvia-a no corredor a refilar com Nicholas e Tommy.&lt;br /&gt;Ao ver que o sermão de Hannah não acabava, Megan levantou-se e dirigiu-se para o corredor:&lt;br /&gt;-	Que se passa?&lt;br /&gt;-	Ai menina, nem queira saber. Não é que os seus sobrinhos estão a comer, às escondidas, os biscoitos que acabei de fazer. – disse Hannah, a velha empregada da família, uma ex-escrava. Foi ela quem criou os quatro filhos do Sr. Wallace depois da sua esposa, Laura, ter falecido com uma pneumonia. – Ajude-me menina, ponha ordem nos seus sobrinhos que eles já não me respeitam!&lt;br /&gt;-	Nicholas, Tommy, é verdade o que a Hannah está a dizer? – perguntou Megan.&lt;br /&gt;-	É, tia... – respondeu, arrependido, o pequeno Tommy, filho de Thomas. Apesar de ser órfão, pois a sua mãe, Dorothy, falecera pouco tempo depois do parto, Tommy era uma criança muito alegre e cheia de vida.&lt;br /&gt;-	Acham que estão agir bem? – perguntou Megan o mais sério que podia, pois por dentro morria de riso.&lt;br /&gt;-	Não, tia. – disseram em coro Tommy e Nicholas. Nicholas era o filho mais novo de Anthony (o mais velho dos quatro irmãos), que tinha sido afastado da guerra depois de ter ficado gravemente ferido numa perna.&lt;br /&gt;-	Desculpa, Hannah. – disse Nicholas. – Prometemos que não o voltamos a fazer.&lt;br /&gt;-	Agora podemos ir brincar, tia? – perguntou Tommy já com um sorriso de orelha a orelha, deixando bem à vista a falta do primeiro dente.&lt;br /&gt;-	Sim, mas comportem-se. – respondeu Megan.&lt;br /&gt;Ao entrar no quarto, com Hannah, Megan começou a rir.&lt;br /&gt;-	Está a rir de mim, menina? – perguntou Hannah indignada.&lt;br /&gt;-	Desculpa Hannah, mas tens de admitir que aqueles pestinhas são os mais divertidos que existe.&lt;br /&gt;-	Sim, é verdade. E eu que pensava que depois de vos criar, a si e aos seus irmãos, já não ia ter de aturar mais nenhuma criança..., agora, está a casa cheia delas.&lt;br /&gt;-	São apenas três, Hannah.&lt;br /&gt;-	Mas valem por dez. A minha sorte é que a menina e o seu irmão, o menino Christopher, ainda não casaram. – Megan sentou-se na cama, um pouco mais séria e disse:&lt;br /&gt;-	Tenho a certeza que depois desta guerra acabar Chris logo, logo vai encontrar uma esposa..., e eu, finalmente, poderei casar com Matthew, quando ele voltar.&lt;br /&gt;-	Desculpe menina, não era a minha intenção...&lt;br /&gt;-	Não faz mal... Sabes, hoje é o aniversário do Matthew e faz três anos que ficamos noivos.&lt;br /&gt;-	Não me leve a mal, menina, mas eu acho que foi melhor esta guerra ter começado antes do seu casamento com o Sr. Matthew. Porque senão estaria agora naquela casa com a D. Louise. – Megan sorriu e disse:&lt;br /&gt;-	Eu sei que ela não é a melhor das sogras, mas esta é a vontade do meu pai.&lt;br /&gt;-	Mas a menina não ama o Sr. Matthew, pois não? – perguntou Hannah.&lt;br /&gt;-	Não, Hannah. Mas sinto respeito e carinho..., e penso que o amor virá depois do casamento, com a convivência.&lt;br /&gt;-	Então o seu coração ainda está muito frágil.&lt;br /&gt;-	Como?! – perguntou Megan intrigada.&lt;br /&gt;-	A qualquer momento pode aparecer alguém e a menina apaixonar-se.&lt;br /&gt;-	Hannah não sejas tola. A minha mãe, como conta a tia Esther, apaixonou-se pelo o meu pai depois de se casar... E eu não vou apaixonar-me por ninguém, conheço todos os que vivem em Charleston.&lt;br /&gt;-	Mas pode aparecer alguém de fora, menina. – respondeu Hannah. Naquele momento Megan ficou pensativa, sabia que Hannah estava a ser tola, mas também sabia que isso podia acontecer. Levantou-se para afastar o pensamento e disse:&lt;br /&gt;-	Não pensemos mais nisso, hoje está um lindo dia, e eu não quero pensar se vou amar o Matthew ou outro homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Wallace sentavam-se para o almoço...&lt;br /&gt;Viúvo quase à vinte anos, o Sr. Edward Wallace, nunca voltou a casar, foi sempre fiel à sua esposa, Laura Wallace. Dedicou a sua vida a criar os seus quatro filhos com a ajuda de Hannah e Jack, outro ex-escravo velho amigo da família. Como se não bastasse perdeu o seu segundo filho, Thomas, agora só tinha o seu neto, o pequeno Tommy, que o fazia lembrar Thomas. Apesar de ter sofrido muito com a morte de Thomas, o maior desgosto que podia ter era perder a sua única filha, Megan, pois ela era tal e qual a sua mãe, na maneira de ser, doce, generosa, meiga e corajosa; como no físico, tinha os cabelos castanhos e os olhos mais femininos que existiam. O orgulho da família era Anthony, o filho mais velho, trabalhador e honesto, alto, magro, moreno de olhos azuis, um perfil semelhante ao do Sr. Wallace; apesar de estar revoltado desde do seu afastamento da guerra, Anthony ajudava o seu pai nos negócios da família, e amava a sua mulher e os seus filhos. Christopher, dos três rapazes o mais novo, era o que dava mais dores de cabeça ao Sr. Wallace, licenciado em medicina, ainda não estava casado, apesar de ser parecido com a sua mãe, física e psicologicamente, era um pouco rebelde.&lt;br /&gt;-	Avô Edward. – chamou o pequeno Tommy. – Como hoje é Domingo podemos dar um passeio pelo campo?&lt;br /&gt;-	Claro, Tommy. – respondeu serenamente o Sr. Wallace.&lt;br /&gt;-	E eu também posso ir? – perguntou Nicholas com receio de ficar em casa naquela linda tarde de Verão.&lt;br /&gt;-	Sim, tu e a Jodie. – respondeu o Sr. Wallace. Jodie era a filha mais velha de Anthony, uma pequena senhora...&lt;br /&gt;-	Pai... – interrompeu Megan. – Posso hoje visitar a casa dos Russel? – rapidamente o Sr. Wallace percebeu a razão daquela visita, e respondeu:&lt;br /&gt;-	Sim, claro... mas leva alguém contigo, está bem?&lt;br /&gt;-	Sim, eu levo a Hannah.&lt;br /&gt;-	E dá também os meus cumprimentos à D. Louise.&lt;br /&gt;-	Recebeste noticias de Matthew? – perguntou Emily, a esposa de Anthony, uma mulher serena e humilde de uma beleza extraordinária, que com os seus cabelos loiros e os seus doces olhos castanhos encantava todas as pessoas.&lt;br /&gt;-	Não, a última carta que recebi foi à três semanas e ele disse que estava tudo na mesma. – respondeu calmamente Megan.&lt;br /&gt;-	Se não estivesse com a perna neste estado poderia estar a defender o Norte. – respondeu Anthony com alguma ira.&lt;br /&gt;-	Por favor Anthony, agora não. – pediu delicadamente Emily, pois sabia que ele nunca mais iria parar de falar da guerra.&lt;br /&gt;-	Agora não, Emily?! Os nossos homens estão a morrer lutando por nós, e você diz-me para eu não falar disso agora! – respondeu Anthony num tom brusco, o que fez com que Emily não respondesse para não o enervar.&lt;br /&gt;-	Emily tem razão, Anthony. – disse o Sr. Wallace de maneira a tentar pôr fim à conversa. – Estamos a almoçar... E deves respeitar a tua irmã que tem o futuro marido no campo de batalha, assim como a nossa família, que tem o Christopher.&lt;br /&gt;-	Mas pai... – disse Anthony com o objectivo de se justificar.&lt;br /&gt;-	Acabou Anthony! – interrompeu o Sr. Wallace, agora um pouco mais exaltado. – Penso que é uma falta de respeito e maturidade (vindo de ti) falar de quem está ou não na guerra. Devias dar graças a Deus por estares junto da tua família. E além disso, sabes que eu não quero que se fale de guerra nesta casa.&lt;br /&gt;-	Desculpe pai. – disse Anthony, mais calmo mas não convencido. – Desculpa Megan. Não era a minha intenção... – o resto do almoço foi realizado em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do almoço toda a família dispersou-se, o velho Wallace saiu com os netos (como lhes tinha prometido), Anthony, ainda aborrecido com a pequena discussão do almoço, decidiu ficar em casa, assim como Emily que resolveu fazer-lhe companhia, apenas numa questão de respeito, pois estava uma tarde de Agosto bastante acolhedora e apelativa. Megan subiu até ao seu quarto para mudar-se enquanto Hannah arrumava a cozinha.&lt;br /&gt;-	Hannah...? Hannah...? – chamou Megan do seu quarto, no piso de cima. – Hannah...? – Emily que também se encontrava no mesmo piso, chegou à porta do quarto de Megan e disse-lhe que Hannah estava lá fora.&lt;br /&gt;-	Mas eu posso ajudar-te. – disse Emily.&lt;br /&gt;-	Sim, importas-te de me apertar o espartilho?&lt;br /&gt;-	Claro que não.&lt;br /&gt;Depois de Emily apertar-lhe o espartilho Megan agradeceu-lhe e dirigiu-se para a cama, onde se encontrava o vestido que iria usar nessa tarde. Era um vestido azul-escuro, que devido ao seu corte tornaria Megan mais velha e iria tirar-lhe toda a sua graça e juventude.&lt;br /&gt;-	Megan, vais levar este vestido? Não achas que é um pouco escuro demais para a tua idade, e quente para o dia que está hoje? – perguntou Emily.&lt;br /&gt;-	Sim, eu sei que é um pouco fora de moda, mas tu sabes que hoje a casa dos Russel vai estar cheia de pessoas a lamentar a ida de Matthew para a guerra, e se eu for com um vestido mais alegre serei bastante criticada.&lt;br /&gt;-	Desculpa que te diga Megan, mas eu acho essas reuniões um pouco exageradas. Matthew apenas foi para a guerra e parece que estão a fazer o seu velório antecipado. – Megan esboçou um pequeno sorriso com a sinceridade de Emily.&lt;br /&gt;-	Tens razão, mas é assim que a mãe de Matthew quer. Adiante, ajudas-me a vesti-lo? – perguntou Megan, olhando para o vestido com um olhar trocista. Emily não se conteve e soltou um gargalhada.&lt;br /&gt;-	Claro que ajudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Megan estava a acabar de arranjar o cabelo, tentando dar-lhe um ar simples, quando Hannah bateu à porta semi-aberta.&lt;br /&gt;-	Posso, menina? Valha-me Deus, vai outra vez com esse vestido? Está tão velho... – disse Hannah num tom critico.&lt;br /&gt;-	Tem de ser, Hannah. E tu sabes bem porquê, ou eu tenho de te explicar todas as vezes que vezes que vou à casa dos Russel?&lt;br /&gt;-	Desculpe. Mas a menina sabe o que penso disso...&lt;br /&gt;-	Sim, eu sei... Bem... – levantando-se e olhando uma última vez para o espelho. – Estás pronta?&lt;br /&gt;-	Sim menina, e o Jack também já preparou o carro. &lt;br /&gt;-	Então vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarde estava realmente linda, Megan sentia-se a sufocar dentro do vestido e com toda aquela Natureza a transparecer uma enorme serenidade, mas logo lembrou-se que era a vontade do seu pai que aquele casamento se realizasse, e que, apesar de a D. Louise Russel não ser a melhor das sogras, Matthew era um homem bastante atencioso e carinhoso e que facilmente a iria conquistar.&lt;br /&gt;-	Menina... – perguntou Hannah. – A D. Mary também vai lá estar? – nesse momento Megan uma cara de surpresa, como podia ter esquecido, Oh não a Mary Taylor não...&lt;br /&gt;-	Sim, penso que sim. – disse num suspiro.&lt;br /&gt;-	Ai, hoje é que a menina vai para a arena. Hoje vão comê-la viva! – naquele momento Hannah avistou a mansão dos Russel. – Olhe menina estamos a chegar.&lt;br /&gt;À porta estava a velha governanta dos Russel, Miss Victoria, uma inglesa bastante rígida e antipática para todos, excepto para os Russel.&lt;br /&gt;-	Bom dia, Miss Megan. – disse num tom hostil. – Entre.&lt;br /&gt;-	Obrigada. Vamos, Hannah.&lt;br /&gt;-	Os seus escravos podem ficar na cozinha. – disse a governanta indicando-lhes para darem a volta por fora. – Pelas traseiras... – Megan ofendida e revoltada com aquela atitude, respondeu num tom firme, tentando manter a posição:&lt;br /&gt;-	Não são escravos, Miss Victoria, são Hannah e Jack, empregados de longa data, quase da família. – a governanta desprezou a reprovação de Megan e só pensava nas ordens da D. Louise, que não queria nenhum negro dentro de casa, acusando-os de serem os responsáveis daquela guerra, que não lhe permitia estar junto do seu filho. &lt;br /&gt;No segundo ano da guerra civil, os proprietários de quarenta condados da zona ocidental do Estado da Virgínia estavam a favor da abolição da escravatura, e assim formaram um novo estado, Virgínia Ocidental, e lutavam ao lado do Norte. Apesar disso, ainda existiam certas famílias naquele Estado a favor da escravatura, embora nunca o dissessem com medo de serem expulsas e perderem as suas terras. Louise Russel era uma dessas pessoas.&lt;br /&gt;-	Desculpe Miss Megan, mas são ordens. – Megan preparava-se para responder, agora mais exaltada, mas Hannah interrompeu-a:&lt;br /&gt;-	Deixe menina, eu e o Jack esperamos cá fora.&lt;br /&gt;-	Tens a certeza?&lt;br /&gt;-	Sim menina... – disse Hannah fazendo-lhe sinal com os olhos para ela olhar para a porta, era a D. Louise que a vinha receber.&lt;br /&gt;-	Megan, minha querida, entre. – disse esta, segurando a mão de Megan, com um ar muito triste e frágil, ao contrário dos outros dias.&lt;br /&gt;Louise Russel era uma mulher fria e rígida, mas muito respeitada pela sociedade, pois era a viúva do Major Russel, um homem vinte anos mais velho. Megan pensava que a maneira fria da D. Louise devia-se ao facto desta ter casado tão nova ( tinha catorze anos) e com um homem que poucas vezes vira antes do casamento. Deu á luz cinco filhos, três dos quais raparigas, para seu desgosto, casando-as muito novas e transmitindo-lhes a ideia de terem muitos filhos homens. Fisicamente não era uma mulher bonita, o que a realçava era a sua estrutura firme e os seus olhos e cabelos negros. &lt;br /&gt;-	Como está, minha querida? E o seu pai?&lt;br /&gt;-	Bem, obrigada. E você está melhor? – Megan sabia que Louise tinha estado constipada na semana anterior.&lt;br /&gt;-	Sim, felizmente foi uma pequena constipação, muito fácil de curar. O que custa a passar é esta dor que sinto no coração. – disse com algumas lágrimas nos olhos. – Mas vamo-nos sentar e tomar um chá.&lt;br /&gt;A mansão dos Russel estava cheia... A maioria eram mulheres, algumas delas também partilhavam a mesma dor, também tinham os maridos e filhos na guerra. Tal como num velório, não se falava alto, apenas ouvia-se um murmúrio. Sentaram-se e a D. Louise serviu o chá a Megan, conversaram apenas durante alguns minutos sobre Matthew, a guerra ( o que não agradou muito a Megan, pois apesar de não o admitir, a D. Louise indirectamente mostrava o seu desagrado pelos negros), o casamento, até que a anfitriã teve de ir receber mais visitas.&lt;br /&gt;-	Olhe Megan, custa-me muito deixá-la no meio da conversa. Eu sei que hoje deve estar duplamente triste, devido ao casamento não se ter realizado. Com licença... – quando aquela levantou-se e dirigiu-se para a porta, Megan seguia-a com os olhos e questionava-se sobre qual seria a reacção de Louise Russel se soubesse que ela não se sentia muito triste.&lt;br /&gt;Enquanto seguia-a com os olhos, o seu olhar cruzou-se com o de Mary Taylor, que se dirigia a Megan. Mary Taylor era a filha mais velha dos Russel. Muito parecida com a mãe fisicamente e no carácter, havia quem dissesse que estava a viver a mesma história que a mãe, casara aos quinze anos com Robert Taylor (dez anos mais velho), num espaço de cinco anos deu à luz três meninas ( Sarah, Jennifer e Clarissa), não teve mais filhos porque a guerra não lho permitiu. Todo este carácter e feitio fazia com que Megan odiasse Mary Taylor, que parecia ter um sentimento recíproco.&lt;br /&gt;-	Olá Megan... – disse Mary com um sorriso cínico quando chegou junto do sofá onde Megan estava sentada. - ...posso sentar-me?&lt;br /&gt;-	Claro! Sente-se. – disse Megan, retribuindo o sorriso.&lt;br /&gt;-	Obrigado.&lt;br /&gt;-	Como estão as suas meninas?&lt;br /&gt;-	Não sei. Confesso que até tenho vergonha de o dizer, mas a verdade é que ficaram em casa com a minha sogra, e como eu estou aqui quase à uma semana (devido à doença da minha mãe), ainda não tive notícias delas. – era aquele desprezo que Mary mostrava pelas filhas ( por elas não serem rapazes) que fazia com que Megan a odiasse, pois Louise Russel mostrara sempre uma preferência pelos filhos, mas nunca desprezara as filhas.         – Olhe ali vem a minha irmã Susannah! &lt;br /&gt; Susannah, das raparigas era a mais nova, a mais frágil, a mais graciosa, a mais bonita, que encantava todos os homens com a sua beleza ( era totalmente diferente da sua mãe e Mary, tinha herdado o cabelo cor de avelã e os olhos verdes do pai) e timidez. Casara apenas com catorze anos, com Adam Collins    (cinco anos mais velho), um ano antes da guerra começar. Milhares de homens perdiam a vida nessa guerra, Adam Collins foi um deles... Susannah estava viuva à dois anos, do curto casamento não surgiu nenhuma criança.&lt;br /&gt;-	Boa tarde. – disse Susannah com a sua voz doce e tímida. &lt;br /&gt;-	Olá Susannah! Como estás?&lt;br /&gt;-	Bem, obrigado.&lt;br /&gt;-	Como nunca fica imune a nenhuma doença, também apanhou uma constipação. – disse Mary como reprovasse a fragilidade da irmã. Megan via aquelas reprovações como um modo de Mary vingar-se da irmã por ela ser tão graciosa e disputada pelos homens de Charleston.&lt;br /&gt;-	È obvio que Susannah não tem culpa por ser tão frágil..., mas Deus compensou-a e deu-lhe uma beleza extraordinária. – com aquela provocação de Megan, Mary pouco falou enquanto tomava o chá e aproveitou a primeira oportunidade que teve para se levantar e ir para junto outras senhoras, onde podia elogiar-se a si própria sem correr o risco de ouvir mais provocações ( eram poucos aqueles que conseguiam fazer frente a Mary Taylor, e muito menos os que faziam a Louise Russel.&lt;br /&gt;-	Obrigado, Megan... – disse Susannah. - ... por me teres defendido. – Megan não disse nada, apenas sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Megan passou a tarde toda na casa dos Russel, chegou a casa mesmo em cima da hora do jantar.&lt;br /&gt;Depois do jantar foi imediatamente para o seu quarto. Sentia-se cansada, aquelas tardes na casa dos Russel esgotavam-na. Já deitada Megan lembrou-se de Louise Russel e Mary Taylor e agradeceu a Deus por não estar naquela casa a sofrer o que certamente Susannah estaria a suportar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6668840-108076638219546432?l=asminhashistorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108076638219546432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108076638219546432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asminhashistorias.blogspot.com/2004_03_31_archive.html#108076638219546432' title=''/><author><name>Andreia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6668840.post-108016757625319538</id><published>2004-03-24T22:29:00.000Z</published><updated>2004-03-24T22:36:24.060Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Prólogo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhecia mais um dia na herdade dos Wallace, situada nos arredores de Charleston (Virgínia Ocidental). O trabalho nas extensas plantações de algodão começava com o nascer-do-sol, logo cedo ouvia-se o barulho das enxadas na terra fértil. Esta numerosa família tentava viver indiferente à guerra civil que durava à mais de três anos. Decorria o ano de 1864 e na herdade o patriarca, Edward Wallace, não queria que se falasse da guerra, dos entes falecidos em combate e daqueles que ainda combatiam por uma causa justa. &lt;br /&gt;A Nação Americana encontrava-se dividida, aquela Nação que há quase um século lutara unida pela sua independência, estava agora dividida em Norte e Sul. Após a independência os Estados Americanos desenvolveram-se economicamente de maneiras diferentes, um Norte demasiado industrial e um Sul que tinha como base económica as grandes plantações de algodão. As perspectivas em relação à estrutura social mudaram... Enquanto o Norte passou a defender a abolição da escravatura o Sul tomava um posição oposta, pois a mão-de-obra nas suas plantações eram os escravos e se esses passassem a ser empregados o lucro diminuiria bastante. Foi a chegada de Abraham Lincoln à presidência em 1860 que veio desencadear a guerra civil, chamada a guerra de secessão, em Abril de 1861, em Charleston, no estado da Carolina do Sul. Uma guerra que veio tirar a vida a milhares de homens, afectando quase todas as famílias americanas. Os Wallace não eram excepção... Thomas Wallace, um dos quatro filhos de Edward, perdera a sua vida no primeiro ano de guerra.&lt;br /&gt;Tentava-se viver indiferente à guerra mas era impossível, pois esta viria trazer muitas mudanças a esta família e a todos que a rodeavam...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6668840-108016757625319538?l=asminhashistorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108016757625319538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108016757625319538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asminhashistorias.blogspot.com/2004_03_24_archive.html#108016757625319538' title=''/><author><name>Andreia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6668840.post-108016654546332980</id><published>2004-03-24T22:10:00.000Z</published><updated>2004-03-24T22:19:13.483Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nasceu um novo blog...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é pessoal, esta vossa amiguinha além de escrever no blog, também escreve histórias.&lt;br /&gt;Todas as semanas (quarta-feira) vou "publicar" um capitulo. A razão principal é para ver se acabo as histórias de uma vez, é que eu começo muito bem, mas depois para acabar...&lt;br /&gt;Vamos lá ver. Espero que gostem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6668840-108016654546332980?l=asminhashistorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108016654546332980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108016654546332980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asminhashistorias.blogspot.com/2004_03_24_archive.html#108016654546332980' title=''/><author><name>Andreia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6668840.post-108016622093656634</id><published>2004-03-24T21:59:00.000Z</published><updated>2004-03-24T22:13:49.030Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Nasceu um novo blog...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é pessoal, esta amiguinha para além de escrever (esporadicamente e indisciplinadamente) no blog, também escreve histórias (esporadicamente). Criei então este blog por duas razões:&lt;br /&gt;Primeiro, para me obrigar a escrever as histórias. É que eu tenho as ideias, mas depois para continuar uma história... Assim sendo, todas as semanas (quarta-feira) vou pôr um capitulo novo.&lt;br /&gt;Segundo, porque muitas pessoas estão fartas de ficar à espera para saber o fim.&lt;br /&gt;Espero que gostem...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6668840-108016622093656634?l=asminhashistorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108016622093656634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6668840/posts/default/108016622093656634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asminhashistorias.blogspot.com/2004_03_24_archive.html#108016622093656634' title=''/><author><name>Andreia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
